Mamãe Querida VS. Portas (ou qualquer um, na verdade)
NOTA: Esse texto foi escrito por minha amiga que vai passar a contar relatos sobre sua "mamãe querida", vamos chamá-la de B.
Viagem do dia...
Mais do que não querer ser filha da minha mãe, na minha casa, o que você definitivamente não pode querer ser é uma porta. Digo isso, pois, de uns tempos para cá, o caminhão carregando a sabedoria e calma que deveria vir com a velhice certamente deve ter feito um desvio errado no caminho em direção à minha Mamãe Querida. Esse desvio deve ter dado tão fora que o caminhão já deve ter chegado em Fiji, mas na minha casa nada.
Vá lá que mamãe nunca foi um exemplo de controle, mas atualmente toda discussão, por menor e mais banal que seja, parece sempre resultar em duas situações: o clamor dramático que minha meta na vida é matá-la e o subseqüente abuso de uma pobre e inocente porta, utilizando-se de seu fechar com violência como uma espécie de mistura de desabafo e trilha sonora para sua fúria.
As portas de minha casa são de madeira, grossas e largas, então o ruído é sem dúvida hostil.
O arrebentar de portas passou a ser um exercício casual em minha humilde casa, pelos últimos dois anos, e devo dizer que a prática está causando uma erosão no meu sistema nervoso. Também lá não muito bom (vide acima comentário sobre mãe nunca ter sido um exemplo de controle).
Agora, vocês devem estar pensando: pelo menos é a porta que está sofrendo o abuso, não é um ser humano. Bem, enquanto digito esse relato, me vem uma situação que ocorreu na semana passada, entre mamãe querida e papai querido.
Papai chegou em casa do trabalho, à noite, bem quando um apagão acabara assolar minha cidade. Como o rei da casa(?), ele exclamou que não conseguia achar seus chinelos, sendo implícito que todos da casa deveriam parar imediatamente seus afazeres para suprir sua necessidade. Irritante? Sim. Mas você será o juiz se a reação de mamãe querida, que se seguiu, foi proporcional.
Sentindo a iminente catástrofe se aproximando, a porta do meu quarto foi atacada... não, não por mamãe e sim pelos meus cachorros, buscando refúgio. Um segundo depois, um barulho alto balançou a casa e a exclamação de papai querido se seguiu, informando o que de fato havia acontecido: “Você jogou uma mesa em cima de mim??!!”
Então, caros leitores, a conclusão desse texto é que ninguém está a salvo durante uma briga com minha mãe: nem objetos inanimados e nem cônjuges (e filhos, provavelmente). Vossa blogueira vive em diário perigo de vida, eu vos digo!
(A Título de Conhecimento: a briga mais recente, na qual foi baseada o começo do texto, foi devido a eu pegar uma carona de volta da faculdade para casa quando fui expressamente avisada por mamãe para fazê-lo. Ela esqueceu desse fato e quando retornou para casa depois de ter ido me buscar, eu presenciei um espancamento de portas traumatizante.)
Escrito por: B.
Escrito por: B.

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ResponderExcluirAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
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COITADA! ADOREI
Caraca sua mãe é muito louca. O.o
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